Do resíduo à eficiência: como as proteínas do soro de leite impulsionam soluções nutricionais sustentáveis para os consumidores
Maior indústria de whey protein do Brasil realiza estudo de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) e reforça o compromisso com práticas de produção mais responsáveis
Nos últimos anos, o conceito de pegada de carbono ganhou destaque global como um dos principais indicadores para medir os impactos das atividades humanas sobre o clima. Ele representa a quantidade de gases de efeito estufa emitida direta ou indiretamente durante o ciclo de vida de um produto, serviço ou processo — desde a produção até o consumo.
Compreender esse indicador é essencial para promover o consumo consciente, uma prática que estimula escolhas mais críticas e responsáveis, considerando não apenas o preço ou a funcionalidade de um produto, mas também seus efeitos ambientais, sociais e econômicos.
No setor lácteo, esse olhar tem transformado a forma como o soro de leite é percebido. Historicamente tratado como um resíduo da fabricação de queijos, o soro se tornou um insumo valioso. Hoje, ele é matéria-prima essencial na produção de alimentos, bebidas funcionais e suplementos proteicos — um exemplo real de economia circular aplicada à indústria.
A ciência por trás da eficiência: o estudo de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV)
Sob essa ótica, a Sooro Renner realizou um estudo de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) de seus produtos para mensurar a pegada de carbono associada às suas operações. O estudo reforça que o uso do soro de leite como ingrediente contribui diretamente para a eficiência da cadeia produtiva, ao:
- Minimizar desperdícios, reinserindo nutrientes e proteínas em diferentes aplicações industriais
- Reduzir emissões indiretas relacionadas ao tratamento ou descarte do soro não aproveitado
- Oferecer alternativas de menor impacto frente a outros insumos com pegadas de carbono mais elevadas.
Resultados do estudo
Os dados mostram uma média de pegada de carbono nos produtos analisados de:
- Planta 1: 17,543 kg CO₂ eq./kg FPCM
- Planta 2: 19,958 kg CO₂ eq./kg FPCM
Foram avaliadas as seguintes famílias de produtos: WPC 34%, WPC 60%, MWPC 45%, WPI 90%, WPC 80%, Soro em pó, Permeado em pó, Pro Cream, P2 Soro 30% e P2 Soro em Pó.
As principais variáveis que influenciam a pegada de carbono da Sooro estão distribuídas da seguinte forma:
- Produção de leite no campo: 85,41%
- Transporte de leite: 1,88%
- Fornecedores da Sooro: 2,54%
- Transporte de soro de leite: 1,52%
- Unidades industriais da Sooro: 8,39%
Esses números revelam que a maior parte das emissões está associada à etapa primária da cadeia — a produção de leite — reforçando a importância de ações integradas com fornecedores e parceiros do campo para aprimorar continuamente a performance ambiental do setor.
Da indústria à mesa: o impacto coletivo das escolhas
Para o consumidor, optar por derivados do soro de leite é mais do que uma decisão nutricional. É uma forma de apoiar práticas de economia circular e incentivar soluções produtivas que reduzem impactos ambientais.
Quando a indústria transforma um produto em novos ingredientes, ela não apenas evita o desperdício, mas também redefine o valor do que seria descartado, fortalecendo um modelo de consumo baseado na eficiência e na responsabilidade coletiva.
A trajetória da Sooro Renner reforça que cada escolha — industrial ou individual — contribui para um futuro mais equilibrado. Medir, compreender e agir sobre a pegada de carbono é um passo essencial nessa direção.